Portugal Fashion: Miguel Vieira encerra penúltimo dia de desfiles

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Tinha chegado a noite do tão esperado jantar para o qual tinha recebido o convite com seis meses de antecedência. E o cenário fora meticulosamente pensado. Lustres e flores compunham a sala de jantar do tão famoso Palácio. No convite lia-se: “Temos o prazer de convidar Sua Excelência para o Jantar de Boas Vindas da Estação de Inverno 2023. Traje Black Tie.”

A cor preta dominava o ambiente, criando uma atmosfera misteriosa, poderosa e elegante como nenhuma outra cor o faz. Sendo a epítome do intemporal, uma afirmação de estilo com um poder invejável, a cor preta é também a mais controversa. É severa e modesta; sedutora e conservadora; clássica e contemporânea. E assim nos transportamos ao início da marca Miguel Vieira e àquele que é o seu verdadeiro ADN – o Preto, que durante anos dominou os seus desfiles. O que, à partida, se esperava que fosse um ambiente conservador e clássico nos seus visuais e códigos de vestir demasiadamente formais, foi distorcido e transformado com misturas inesperadas, tornando um estilo atemporal em algo desejável nos nossos dias. Alfaiataria clássica que se complementa com saias; padrões gráficos ou mais orgânicos em camisas, gravatas e acessórios; e tecidos ricos em texturas ou com tratamentos técnicos.

Os acessórios dão o toque final. A irreverência dos brincos, fitas de cabelo e botas de neve e montanha compõem o look deste nómada citadino de personalidade ousada e distinta.

@Paulo Fernandes/starsonline®

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