O longo desabafo de Nuno Santos em dia de aniversário

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Nuno Santos, o recente diretor de programas da TVI, celebrou este domingo 19, mais um aniversário e decidiu partilhar um longo e emotivo texto a que deu o nome ‘Parar para seguir em frente’.

Na conta que gere na rede social Instagram começa por dizer que normalmente não logo muito ao dia de anos: “Não ligo muito aos meus anos. Às vezes digo que não ligo nenhuma, mas estou a exagerar. Durante muito tempo tive de ser, porque a vida me obrigou a isso, um pouco mais velho do que era. Mas há já bastante tempo, talvez desde a inesperada aventura sul-africana, talvez até antes, que me sinto, não é bem mais novo, mas sobretudo renovado”, para de seguida lamentar não ter a presença do pai, que por sinal fazia anos no mesmo dia, e assim, sentir ainda mais a sua falta “Resisto às festas de aniversário (acho) porque sendo 19 de abril, também, o dia em que o meu pai nasceu, sinto a sua falta, a falta do seu abraço, das suas mãos muito bonitas, da sua figura alta. Sinto a falta da sua voz crítica, dos seus livros”…

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PARAR PARA SEGUIR EM FRENTE Não ligo muito aos meus anos. Às vezes digo que “não ligo nenhuma”, mas estou a exagerar. Durante muito tempo tive que ser, porque a vida me obrigou a isso, um pouco mais velho do que era. Mas há já bastante tempo – talvez desde a inesperada aventura sul-africana, talvez até antes – que me sinto, não é bem “mais novo”, mas sobretudo renovado. Tenho a idade que tenho, não outra. Resisto às festas de aniversário (acho) porque sendo 19 de Abril também o dia em que o meu Pai nasceu, sinto a sua falta, a falta do seu abraço, das suas mãos muito bonitas, da sua figura alta. Sinto a falta da sua voz crítica, dos seus livros. Hoje foi diferente. Hoje estiveram aqui em casa duas das pessoas mais importantes da minha vida, outras não puderam vir, e todas as restantes, que foram muitas, me apareceram como agora – mais do que em qualquer outra – aparecemos uns aos outros. Foi bom. Entre centenas de mensagens houve muitas tocantes. De encontro, reencontro. Outras desconcertantes. Inesperadas. Muitas foram simples, mas envolventes e admiráveis na sua simplicidade. Vieram de amigos das minhas várias vidas e isso deixa-me sempre sensibilizado A todos agradeço. Aos meus amigos de sempre, aos mais recentes. A quem disse presente. Um novo dia e um “novo ano” significam mudança, oportunidade, regeneração. Sempre pensei assim Um aniversário confinado talvez mude a minha visão sobre a importância de, daqui a um ano, fazermos uma celebração épica. As saudades parecem ter as cores daquele arco íris que os miúdos partilham nas janelas. (Foto: Marrakech, Outubro 2019)

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