O Teatro Variedades, em Lisboa, foi palco da estreia de “Pigmalião”, a primeira ópera contemporânea levada a cena nessa sala e que reinventa o conhecido mito clássico através de uma linguagem artística onde se cruzam ópera, música eletrónica e teatro visual.
A estreia reuniu no espaço lisboeta várias caras conhecidas, que fizeram questão de assistir a esta proposta que alia tradição e inovação. Entre os convidados estiveram Teresa Guilherme, Carla Matadinho, Paulo Sousa Costa, Ana Paula Almeida, Marta Taborda, entre outros nomes.
Com orquestra, solistas e coro ao vivo, “Pigmalião” transporta o público para um universo distópico e visualmente marcante, onde a reconstrução e a possibilidade de dar uma nova vida ao que foi descartado estão no centro da narrativa.
A história decorre num futuro devastado, onde Pigmaliões caçam e devoram Manequins errantes. Um sucateiro encontra uma figura silenciosa que desafia a ordem estabelecida e, desse encontro, nasce uma história de amor impossível, numa viagem entre violência, beleza e liberdade.
A produção cruza diferentes linguagens artísticas e conta ainda com uma conceção plástica apoiada pelo Electrão, numa abordagem ligada aos princípios da economia circular.
“Porque, num futuro onde tudo pode ser consumido, amar é o último ato de resistência.” É a frase que sintetiza uma criação que utiliza o mito clássico para lançar um olhar sobre o consumo, o desperdício, a transformação e a própria condição humana.
Para João Figueiredo Dias, Fundador e Curador da Plataforma Cultural, a criação de projetos como “Pigmalião” representa uma forma de aproximar o património artístico das novas linguagens: “Com a criação da Plataforma Cultural, assume-se o compromisso de desenvolver projetos que partem do património artístico para construir novas linguagens contemporâneas.”
A estreia de “Pigmalião” marcou assim uma noite onde a música, o teatro, a imagem e a presença de várias figuras públicas se encontraram no Teatro Variedades para celebrar uma nova forma de olhar para a ópera e para a criação artística contemporânea.
Ficha Técnica
Produção | Plataforma Cultural
Composição Musical e Som | Gerson de Sousa Batista
Libreto original | Mane-Quim / Pig-Malião de Tiago Schwäbl
Encenação e Conceção Plástica | João Vieira Fino
Direção Musical e Maestro | Gonçalo Santos
Curadoria Artística e Direção coral | António Lourenço Menezes
Direção Técnica e Desenho de luz | Paulo Santos
Intérpretes
Pigmalião | António Lourenço Menezes (contratenor)
Manequim | Sara Afonso (superano)
Ensemble | Flauta: Martim Ricardo; Clarinete: Sara Rocha; Percussão: Francisco Cipriano;
Violino: Francisco Costa; Viola d’arco: Camille Estêvão; Violoncelo: Marta Nabeiro
Coro | Grupo Vocal Arsis – Alexandra Almeida, Alexandrina Leal, Ana Jacobety, Ana Sacramento, António Morgado*, António Rocha*, Dina Oliveira*, Fernando Alves, Helena Pinto Janeiro*, Isabel Almeida, Joana Proença, Jorge Afonso Paulo, Manuel João Martins, Manuel Serpa Branco, Margarida Madeira*, Maria Clara Assunção, Maria da Luz França, Maria Luísa Lima, Maria Luísa Nogueira, Mário Jorge Ervilha, Miguel Monteiro*, Osvaldo de Sá, Paula Fonseca, Pedro Laginha, Rui Gonçalves, Sofia Isidoro*, Susana Carvalho*, Teresa Amaro, Teresa Huertas Parente, Teresa Travassos*, Vanda Freitas, José Manuel Sobral, Kina Yum, Leonor Proença (*membros Incognitus Ensemble)
Direção de Produção | João Figueiredo Dias
Assistência de Produção | Telma Lira
Assessoria de Imprensa | Show Buzz
Assessoria de Relações Institucionais | Fernanda Dias
Estratégia Redes Sociais | Comunicare.pt – Mara Alves
Execução Figurinos | Natália Mil-Homens Pereira
Caracterização | Eliseu Ferreira
Fotografia de Cartaz | Filipe Ferreira
Design Gráfico | João Castro
Vídeos | Bárbara Medinas
©Paulo Fernandes/starsonline®














