ModaLisboa LUZ: Desfile de Nuno Gama abre segundo dia

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O GLOBALISTA

Com o aquecimento global e a contínua desconstrução das regras da arte de bem vestir, evoluímos na dualidade reminiscente do formalismo clássico com a desconstrução da rigidez da estrutura das peças e das matérias primas.

A omnipresença do casaco, mais ligeiro, numa hábil simplificação da construção interior e jogos entre o opaco e o translúcido, o curto e comprido e as sub camadas remetem-nos para aguadas de azulejos que poeticamente se desmultiplicam em ritmadas tonalidades de azuis, que vão desde o nosso profundo atlântico à exuberância dos cobaltos e à luminosidade das inúmeras camadas que se misturam, numa dança de azuis “aguados”, em contraste com o branco, segundo a segundo, no luzente céu de Lisboa.

O azulejo assume-se como ponto de partida do conceito de “refresco”, tonal e gráfico, e alia-se às técnicas, motivos e tradições do Minho em busca de uma nova e surpreendente linguagem que conquiste o Mundo.

Matérias primas de estruturas abertas como malha Inglesa, bordados, efeitos de favos de mel ou ainda as “dobragens” que vão desde as simples nervuras às pregas ou a interpelações ligeiras dos detalhes de Norfolk jacket à la Portugaise.

Este azulejo é da cor do amor dos meus olhos, que todos os dias se emocionam com a riqueza das nossas diferenças e com o azul do mar por onde vos quero levar.

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