Entrevista a Ana Guiomar

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Com apenas 23 anos, dez de carreira em televisão e logo na estreia em teatro na peça “Purga” foi nomeada para o prémio de Melhor Actriz pela Sociedade Portuguesa de Autores. Estreou-se em “Morangos com Acúcar”, uma série de que guarda excelentes memórias… As confissões da jovem Ana Guiomar, que divide a sua vida com o apresentador Diogo Valsassina.

– A peça de teatro “Purga” foi a sua primeira experiência no teatro. Como descreve a experiência? Quais as principais diferenças em relação à televisão?
Sim foi a minha primeira peça e a experiência foi muito gratificante. É um trabalho que nada tem a ver com o trabalho em televisão, o tempo de preparação é completamente diferente e estar a representar a mesma coisa durante algum tempo permite-nos melhorar e descobrir coisas novas diariamente.

– Como foi feita a preparação do personagem? Principais dificuldades?
O teatro é um trabalho de conjunto e a preparação dos personagens também. No início, começamos por fazer leituras em grupo e também vemos alguns filmes e documentários daqueles tempos. As minhas dificuldades iniciais foram imensas, pois não tinha experiência. Tive alguma dificuldade em estar em palco e também com a voz, mas acho que a partir do momento em que decoramos e compreendemos as palavras a segurança passa a ser maior.

– Como foi trabalhar com a Irene Cruz?
Trabalhar com a Irene foi maravilhoso! É muito generosa e gosta de partilhar a sua experiência com os outros, os seus conselhos para mim foram muito importantes. E claro que para além disto tudo é uma pessoa bem-disposta e o elenco divertia-se muito.

– Costuma dizer-se que não há amor como o primeiro e certamente que “Purga” irá ficar para sempre marcado na sua memória. Há algum episódio mais marcante que queira partilhar connosco?
A peça, o processo de criação e as pessoas com quem trabalhei vão-me ficar na memória e no coração. Acreditaram em mim desde o primeiro dia e isso deu-me uma força e uma vontade enormes de fazer este trabalho. Sem dúvida que os momentos mais marcantes foram o primeiro ensaio e o dia da estreia, os nervos eram tantos que até estava mal disposta.

– Estreia-se no teatro e essa interpretação vale-lhe logo uma nomeação para o prémio de Melhor Actriz pela Sociedade Portuguesa de Autores. Como é que recebeu essa notícia?
Nem tenho palavras para descrever essa sensação! Sei que estava no supermercado e a minha vontade foi de sair dali  a correr e ligar a alguém. Fiquei muito feliz!

– Está nomeada juntamente com Luísa Cruz e Sandra Faleiro, duas mulheres ligadas ao mundo do teatro. Quais as expectativas em relação ao prémio? Quem acha que irá ser a vencedora?
Para mim, estar nomeada já é algo completamente inesperado por isso já estou muito satisfeita. Não consigo dizer qual será a vencedora porque não tenho conhecimento para tal e seria injusto para qualquer uma das três.

– Há projectos no teatro num futuro próximo?
Esperemos que sim, gostava de voltar a fazer teatro ainda este ano.

– Em Outubro foi confirmada a sua presença na nova telenovela da SIC, o remake de “Dancin’Days”. Já se sabe quando é que arrancam as gravações?
Sim vou entrar na novela. As gravações devem arrancar em Março, mas por enquanto ainda estamos a fazer ensaios e em teste de imagem.

– Fale-nos um pouco desta nova personagem. Como está a ser feita a preparação do personagem?
Ainda não sei muita coisa porque ainda não tive acesso aos textos. Sei que a minha personagem não existia no original. A preparação está a ser feita em conjunto e o processo é o mesmo que fizemos nos Laços de Sangue.

– Apesar de jovem já fez algumas produções em televisão. Qual a personagem que lhe deixa mais saudades, aquela que lhe custou mais abandonar?
Até agora gostei de interpretar todas as personagens que me foram dadas. Acho que só quando gostamos e  acreditamos nelas é que se pode representá-las com a verdade necessária para que o publico também acredite.

– Se uma pessoa a abordasse na rua, dizendo-lhe que gosta imenso do seu trabalho e por isso está disposta a financiar um projecto seu, como reagiria? Pode escolher o personagem que quiser e a área que quiser (televisão, teatro ou cinema). Como seria esse projecto?
Nunca tinha pensado numa hipótese desse género… Mas seria uma proposta muito interessante, e nos dias que correm, bastante generosa. Talvez criasse um canal público em que só passasse ficção produzida em Portugal e também peças de teatro como faziam antigamente. Era uma maneira de chegar a todo o país e sem custos para o espectador.

– Estamos no mês no amor. Considera-se romântica?
Tem dias, depende do tempo e da disposição.

– Como foi passado este dia dos namorados?
A trabalhar nos ensaios da novela, mas claro que houve tempo para um jantar a dois.

– Que presentes ofereceu e que presentes recebeu?
Neste dia, não tenho por hábito trocar presentes. Acho que é completamente desnecessário. Gostar de alguém não custa dinheiro, nem tem datas especiais, nem impostas por ninguém.

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