Rock português já tem livro

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O livro “Book stage — Nos bastidores do rock português”, editado pela Chiado Editora, foi lançado no passado sábado, no Zeno Lounge, no Casino do Estoril, contando com a presença de vários dos entrevistados. António Garcez (Roxigénio), António Manuel Ribeiro (UHF), João Grande (Táxi), Miguel Ângelo (Delfins), Rui Veloso, Sérgio Castro (Arte & Oficio e Trabalhadores do Comércio), Zé Pedro e Zé Leonel (Xutos e Pontapés) são os músicos que deram o seu testemunho, em entrevistas feitas por Luís Silva do Ó e Bernardo Gonçalves Pereira.

A ideia de organizar um livro de entrevistas de músicos portugueses partiu de um editor e, “como em 2011 se celebravam 30 anos do ‘boom’ do rock português de 1981”, os autores decidiram centrar “as entrevistas em músicos dessa época”, afirmou à Lusa Luís Silva do Ó.

António Garcês, com carreira antes da década de oitenta, e Miguel Ângelo, surgido depois, são os dois nomes que se afastam mais do perfil dominante do conjunto de entrevistados, no qual houve o cuidado de ter quatro músicos de Lisboa e quatro do Porto.

“São entrevistas que relatam as carreiras dos músicos, mas não só, pois também se tenta compreender o pensamento deles em relação à sociedade, à política, às questões sociais, e a própria história do músico antes de ser artista”, explica Luís Silva do Ó.

No livro, o autor destaca “a última entrevista do Zé Leonel, que foi dada ao longo de quatro tardes”, um mês antes de ele falecer de cancro. “É uma entrevista muito intensa, mas também muito consciente, que relata as suas vivências em relação ao que foi a sua passagem pelos Xutos”. Uma entrevista que pode ser cotejada com outra, de Zé Pedro, co-fundador, com Leonel, da banda iconográfica do rock português.

No prefácio, David Ferreira, ex-diretor da EMI-Valentim de Carvalho, escreve: “Se o rock português ficar — e eu sou dos que acham que fica –, este livro vai ser referência para quem queira revisitá-lo. Mas também serve, o livro, para quem só o queira ler; vai sentir-se no meio da vivacidade das conversas. E muitos leitores, provavelmente, vão depois querer ouvir músicas que não conhecem ou conhecem menos bem.”

©starsonline

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